Carlos Miguel Aidar une o útil ao agradável quando entra em atrito com a CBF e a Federação Paulista. Ao mesmo tempo em que o presidente do São Paulo briga pelo que diz ser o melhor para seu clube, espera mostrar para outros dirigentes que não tem o rabo preso com Marco Polo Del Nero e José Maria Marin.
A avaliação do cartola são-paulino é de que um dos motivos para ter enfrentado rejeição de colegas ao tentar retomar as discussões para a criação de uma Liga Nacional, controlada pelos clubes, foi o fato de seu escritório ter defendido a CBF no imbróglio que levou ao rebaixamento da Lusa para a Série B.
Cobrando da CBF os salários de seus jogadores na seleção, reclamando do calendário do Brasileirão e das regras do Campeonato Paulista, o dirigente dá uma demonstração de independência em relação a Marin, presidente da CBF, e Del Nero, seu sucessor a partir de abril do ano que vem.
Com a postura agressiva, Aidar mantém a esperança de convencer outros dirigentes de que pode liderar a criação de uma nova entidade.
Mas o são-paulino sabe que precisa de mais tempo para ganhar musculatura. A avaliação na própria cúpula do São Paulo é de que o clube é visto por outros como dono de uma soberba que causa repulsa. Uma das tarefas de Aidar é mudar essa imagem. Mas até agora suas declarações não têm ajudado. Nesta semana, ele disse que faltou massa encefálica aos outros dirigentes que aprovaram o regulamento do Paulistão. Também já tinha dito, no auge da briga com o Palmeiras por causa de Alan Kardec, que o rival se apequenou.
A atual diretoria do São Paulo já tentou fazer uma reunião com outros clubes no Morumbi para discutir o novo movimento, mas o convite foi recusado.
Ao assumir a presidência do São Paulo, o sucessor de Juvenal Juvêncio avaliou que seu passado como fundador do Clube dos 13 ajudaria. Porém, passou a se sentir praticamente como um peixe fora d´água quando começou a conviver com os cartolas atuais. Devido à falta de afinidade com eles. Um baque para quem sonha até em lidarar a criação de uma Liga Sul-Americana.
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