Juan Carlos Osorio admite admiração pelo comandante tricolor e avisa: "Vamos jogar de igual para igual"
Os times brasileiros costumam fazer treinos leves e curtos antes de jogos decisivos. O Atlético Nacional de Medellín parece seguir a receita contrária. Às vésperas do segundo jogo da semifinal da Copa TOTAL Sul-Americana, diante do São Paulo, no Morumbi, o técnico Juan Carlos Osorio comandou atividade intensa, de muita correria e marcação, debaixo de um sol de mais de 30 graus, no centro de treinamento do Palmeiras. E não foi tudo: às 16h, haverá mais um treino – dessa vez, no Canindé. O comandante, famoso por suas excentricidades, como carregar canetas na meia e distribuir bilhetes com orientações aos jogadores durante as partidas, disse que não vai mudar seu estilo e mostrou ter muita moral para parafrasear o clássico "aqui é trabalho, meu filho" de Muricy Ramalho, em inglês. "Here is work, my son!", disparou o colombiano, bem-humorado, dizendo que o técnico rival é "um grande profissional, muito vencedor".
Osorio foi enfático na questão do merecimento do Atlético Nacional em estar na semifinal do torneio e falou que se sente satisfeito em enfrentar um time como o São Paulo. "Se chegaram até aqui, é porque são melhores que os outros. Se chegamos também, nós merecemos. Vamos jogar de igual para igual, nos equiparando ao São Paulo em termos de competitividade", projeta.
O colombiano destacou as qualidades individuais dos jogadores tricolores, citando Rogério Ceni, Paulo Henrique Ganso, Kaká, Luis Fabiano e Denílson. "Eu gosto dessa individualidade. Como eu disse, nosso desejo é sempre enfrentar os melhores. Tenho certeza de que vai ser uma partida extraordinária".
Uma das maiores queixas de Muricy é o desgaste físico provocado pelo número excessivo de partidas na temporada, mas Osorio não hesitou em dizer que não usa o problema como justificativa para eventuais maus resultados. "Estamos na mesma situação que eles. Para nós, é até pior. Se passarmos para a final, serão 84 jogos no ano, é muita coisa. Mas temos que entrar agressivos de qualquer maneira". Caso o São Paulo avance na Sul-Americana, somará 69 partidas em 2014.
Apesar da vantagem conquistada no jogo de ida, o colombiano rechaçou a possibilidade de entrar com uma postura apenas defensiva no Morumbi. "Não admito um time que só se defende. Vamos tentar ampliar o que já temos", promete. No entanto, a formação do coletivo desta terça (25), na Academia, teve dois atacantes, diferentemente do 4-3-3 escalado em Medellín, com Luis Ruíz, Orlando Berrio e Jonathan Copete. A atividade indicou que a postura na partida será, se não de retranca, um pouco menos ofensiva do que no primeiro jogo.
(Reportagem de Marina Garcia)
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